terça-feira, 5 de outubro de 2010

Curiosidade



Encontrei uma flor na estrada
Percebi que estava murcha
Meio pisada, parecia meio suja
Eu quis pegá-la, dar água
Mas não era minha.
Uma flor linda, suja de triste...

Não tinha o que fazer
Eu estava fissurada, curiosa
A flor era bonita, vistosa
Só precisava de cuidado.
Sem arrancar as raízes,
Removi com cautela
Coloquei no meu quarto
Em um vasinho, na janela
Que estava sempre aberta

Comecei a conversar com a flor
Eu parecia entender o que me dizia
Senti plenamente sua dor
Conversávamos sobre tudo, sem pudor
Ela me falava o quão vazia se sentia

Com o passar dos dias,
A flor foi se curando,
Havia perdido uns espinhos do tronco
Mas sua cor estava se recuperando,
Linda como nunca a havia visto!
Peguei-me a admirando.

Com o passar dos dias fomos nos aproximando
Senti receio, mas estava me sentido bem
Eu queria saber se a flor sentia-se assim... melhorando
Eu queria poder ser sua água, seu precioso bem.

Ainda quero...
Hoje ela está aqui do meu lado, no meu quarto
Ainda conversamos muito.
A curiosidade de pegá-la,
Tornou-se a promessa, o amor, a amizade
O compromisso e a lealdade.
Somos uma dupla de carinho mútuo.
E, novamente, vou olhá-la com admiração,
Encantamento... Nunca em desalento

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