segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Loucos Por Natureza


Fiz, errei
Arrisquei, tive medo
Me apaixonei
Corri, tropecei
Caí, levantei
Sem pensar, vivi
Aprendi a correr sem cair

Ser um louco é meu desejo
Sede de viver, vontade de brincar
De beber, de provar, testar
Dizem que correr rápido demais
É perigoso, acaba caindo, batendo
Não me importo, enquanto puder
Vou correndo, os enlouquecendo
Delirando, sorrindo estou vivendo
E pensar em sentar, parar
Consciente de que um dia isso passa
Não consigo, isso me mata
Sou um de muitos loucos,
Desastrados, curiosos, frenéticos
Somos mentalmente fortes

Loucos por natureza, corajosos
Somos todos adolescentes!

Vivendo no perigo, virando gente
Os senhores que nos perdoe, eu digo
Agora é a nossa vez
Já foi a de vocês!
Bagunçando o mundo
Vamos fazer dessa insanidade, a passagem...
De eminências loucas, para sábios adultos.

Líderes Desleais


Corra, estão todos vendo
Fuja a tempo de se esconder,
Os urubus já te cercaram
Eles enxergam carniça em tudo e todos

Há desses animais fedorentos em toda parte
Vão vestido ternos, vendendo sorrisos, discutindo arte
Fuja! Tem criaturas sujas vivendo aqui,
Estão disfarçados, mas todos os conhecem,
Seres maquiavélicos

Alguém?
Ainda existem pessoas humanas
Grite!
Eles estão em toda parte
Fuja,
Porque essas são pessoas animais
Egoístas racionais!
Não dê ouvidos ao que dizem
Parecem ser legais e gentis
São na verdade líderes desleais

Covardes, não querem sua carne limpa
Querem mesmo que se mate
Que leve essa sua carne podre ao sol
Se mate de trabalhar para comer, em qualquer lar
Já não é mais tempo de se divertir,
Nem mesmo as crianças têm tempo de brincar
Todos têm o direito de trabalhar!

Marcas


Ingênuos idiotas acreditam,
Ratos aprendem ouvindo
Músicas sem conteúdo no rádio.
Ignorantes, andam sorrindo
Felizes, sem saber...
Estou cansando...

São esses néscios os culpados
Que condenam os únicos e diferentes sem saber
Eu jogaria uma maldição, perda de tempo em vão,
Assim como eles dizem:
“Pior que tá, não fica!”
Há há! Inteligente a dica.

E eu me cansei de ver as pessoas
Agindo como se fossem os produtos que compram
O mundo precisa de mais valores, carinho, afago
Valores do mundo que não tem preço, e mesmo assim
Ninguém mais se abraça, nem se apaixonam por algum olhar
Todos só querem algo que se conquista apenas competindo
Criando desigualdade, solidão...
Idiotas, o materialismo vai transformá-los em coisas frias!

Enchi a cara, embalsamada de tristeza
E me chamaram:
Alcoólatra!
Saio pela rua sem qualquer marca cara no corpo
As minhas eram marcas machucadas
Vaiaram:
Vagabundo!
Até mesmo meu amor foi vendido nesse mundo?
E esses ratos que são frios antes de morrer...
Vão ter que apanhar, perder e sofrer pra aprender.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Curiosidade



Encontrei uma flor na estrada
Percebi que estava murcha
Meio pisada, parecia meio suja
Eu quis pegá-la, dar água
Mas não era minha.
Uma flor linda, suja de triste...

Não tinha o que fazer
Eu estava fissurada, curiosa
A flor era bonita, vistosa
Só precisava de cuidado.
Sem arrancar as raízes,
Removi com cautela
Coloquei no meu quarto
Em um vasinho, na janela
Que estava sempre aberta

Comecei a conversar com a flor
Eu parecia entender o que me dizia
Senti plenamente sua dor
Conversávamos sobre tudo, sem pudor
Ela me falava o quão vazia se sentia

Com o passar dos dias,
A flor foi se curando,
Havia perdido uns espinhos do tronco
Mas sua cor estava se recuperando,
Linda como nunca a havia visto!
Peguei-me a admirando.

Com o passar dos dias fomos nos aproximando
Senti receio, mas estava me sentido bem
Eu queria saber se a flor sentia-se assim... melhorando
Eu queria poder ser sua água, seu precioso bem.

Ainda quero...
Hoje ela está aqui do meu lado, no meu quarto
Ainda conversamos muito.
A curiosidade de pegá-la,
Tornou-se a promessa, o amor, a amizade
O compromisso e a lealdade.
Somos uma dupla de carinho mútuo.
E, novamente, vou olhá-la com admiração,
Encantamento... Nunca em desalento